Brasil é o último país no ranking de retorno dos impostos



  

Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo e não consegue melhorar seu índice de retorno dos impostos para os cidadãos em forma de serviços públicos.

Pelo quinto ano consecutivo o Brasil conseguiu registrar uma marca bastante desagradável para os seus cidadãos: é o último, de uma lista contendendo 30 países, quando o assunto é o retorno de impostos levando em consideração os serviços públicos de qualidade voltados à população. A comparação é feita com o valor total pago em impostos pelo contribuinte e o que acaba voltando em forma de serviços públicos. O estudo aqui destacado foi feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário e divulgado na segunda-feira, 1º de junho.

É importante ressaltar que este estudo foi realizado com os 30 países com as maiores cargas tributárias do mundo. Dessa forma, o estudo analisou a arrecadação de tributos de uma forma geral, ou seja, em escalas federal, estadual e municipal. O mesmo teve como base o resultado do Produto Interno Bruto de 2013, bem como o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.

O primeiro lugar da lista foi da Austrália, seguida da Coreia do Sul e dos Estados Unidos. Portanto, esses são os países que mais proporcionam retorno no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade, o IRBES.  Vale destacar que o estudo anterior tinha os Estados Unidos como primeiro lugar e Austrália em segundo.





A última posição do Brasil mostra que o país não está conseguindo melhorar o seu índice de retorno de carga tributária para os cidadãos brasileiros em forma de serviços públicos. Haja vista os cinco anos consecutivos na última posição da lista, depreende-se que os tributos aumentam, no entanto, o retorno não segue o mesmo ritmo. O país ficou atrás de países como, por exemplo, Uruguai (11º), Argentina (19º) e Grécia (16º), sendo que os dois últimos citados passam por crise financeira.

Vale destacar que o ano de 2015, por exemplo, já registra a grande quantia de R$ 800 bilhões arrecadados em forma de tributos. Dessa forma, mesmo com os seguidos recordes de arrecadação o retorno em forma de qualidade do ensino público, saúde pública, segurança, saneamento básico e etc. ainda não são suficientes.

Por Bruno Henrique

Retorno de impostos



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