Investimento em produção registrou 7ª queda consecutiva



  

Economia brasileira sofreu retração no 1º trimestre e destaque ficou para os investimentos em produção.

A retração na economia brasileira no primeiro trimestre já foi anunciada e o principal destaque negativo foram os investimentos em produção. Com isso, o segmento em questão registrou nada menos que a sua sétima queda consecutiva. Portanto, os economistas avaliam que o atual cenário econômico de estagnação é resultado direito da queda de investimentos.

Um dos principais motivos para a sétima queda consecutiva nos investimentos são as incertezas da economia brasileira, haja vista o ajuste fiscal, bem como o atual cenário político de conflito entre legislativo e executivo.  Além disso, outro grande destaque contribui para a fragilidade dos investimentos são as investigações do esquema de corrupção na Petrobras, pois com a operação Lava Jato em andamento vários contratos foram paralisados entre a Petrobras e as grande empreiteiras do país.

Vale ressaltar que as denúncias envolvendo a Petrobras estão trazendo mais consequências negativas para a nossa economia que até mesmo o ajuste fiscal promovido por Dilma Rousseff e sua equipe econômica. É importante destacar que os negócios da Petrobras representam nada menos que cerca de 2% do PIB brasileiro. Já os negócios das empreiteiras representam 3%, portanto, os contratos entre ambos cancelados trazem diversas consequências a nossa economia, dentre eles a queda nos investimentos.

Os economistas também destacam que os investimentos são uma das principais bases da economia brasileira. Por isso, essa queda excessiva vem trazendo tantos problemas e representando a estagnação de nossa economia, antes consequência do baixo consumo. Caso não saiba, todo que é investido com objetivo de produzir acaba entrando para a Formação Bruta de Capital Fixo, FBCF.





A taxa de investimentos do Brasil em relação ao PIB começou a ganhar força em 2006, com pico em 2010. Em tal período, os investimentos chegaram a um aumento de 29%. No entanto, o período de euforia logo acabou e os números voltaram a cair. São nada menos que sete trimestres de queda seguidas entre 2013 e 2015.

Por Bruno Henrique

Economia

Foto: Divulgação



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