Juros devem continuar altos até a inflação atingir 4,5%



  

Segundo economistas, os juros continuarão altos até que a economia consiga controlar a inflação em 4,5%, fato que não deve ocorrer antes de 2017.

O ex-diretor do BC (Banco Central), Paulo Vieira da Cunha, disse em entrevista para a Bloomberg Brief Latin America na data de 29 de abril do ano corrente, que os juros devem manter taxas altas até que a economia consiga trazer a inflação para a casa de 4,5%.

Segundo o economista os juros devem ser mantidos com taxas altas até a inflação atingir o índice informado. Vieira da Cunha afirma ainda que não acredita que essa taxa de inflação possa ser alcançada antes de 2017.

A inflação anual tem superado a meta do Brasil, de 2,5% para 6,5%. Um aumento considerável que tem pesado no bolso do brasileiro, que tem feito muitas contas para que o orçamento mensal consiga suprir com todos os gastos básicos. O aumento dos preços tem atingidos diversas áreas, inclusive o setor alimentício. Neste mês, só o tomate aumentou até 60% em algumas regiões do país por causa da estiagem.

A economia tem feito algumas manobras para controlar a inflação. Na última semana o BC aumentou pela quinta vez seguida a Selic, que passou de 12,75% para 13,25%. Esse índice não era atingido desde o ano de 2009. Com o aumento as taxas de juros tendem a aumentar, assim como a valorização da moeda norte-americana (dólar).

Joaquim Levy, ministro da Fazenda, comprometeu-se publicamente a trazer a inflação para a marca de 4,5% até o fim de 2016. Em contrapartida, analistas afirmam que a economia passará por uma retração que não era vista desde 1990.





Vieira da Cunha espera que a recessão entre em curso mais acentuado no terceiro ou no quarto trimestre. Segundo o economista apesar da pressão que deve sofrer o BC para realizar corte de juros, não seria uma estratégia, pois a inflação ainda não estaria ancorada.

A expectativa do brasileiro é que a economia se estabilize o mais rápido possível, mas a tendência é que isso só ocorra em médio ou longo prazo. Enquanto isso as contas de ajuste de orçamento continuam.

Por André César

Juros

Foto: Divulgação



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