Crédito bancário deve desacelerar em 2015



  

Alta dos juros e da tributação sobre empréstimos será utilizada para conter as pressões inflacionárias

Uma das consequências da atual situação econômica brasileira será a desaceleração do crédito bancário em 2015. Vale ressaltar que esta consequência é resultado direto de um cenário com alta dos juros para conter as pressões inflacionárias, bem como do aumento da tributação sobre os empréstimos. Tais medidas foram tomadas pelo Governo Federal com o intuito de ajustar as contas públicas. A estimativa de desaceleração foi divulgada pelo Banco Central.

Vale ressaltar que esta nova previsão foi divulgada oficialmente pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel. Segundo as expectativas do BC, o crédito ofertado pelos bancos deve crescer 11%, sendo que a expectativa anterior era de 12%. Segundo ele, um dos principais motivos para a previsão do crédito bancário ter sofrido uma baixa foi o nível de atividade da economia brasileira, bem como o comportamento dos empréstimos no primeiro bimestre de 2015.

Val ressaltar que o Banco Central também divulgou que o volume total do crédito das instituições financeiras acabou registrando um aumento em fevereiro. Tal aumento foi de 0,5%, dessa forma, passando para R$ 3,02 trilhões. Esse resultado é positivo, haja vista a queda de 0,2% em janeiro de 2015. Portanto, na parcial o primeiro bimestre de 2015 foi positivo, pois registrou crescimento de estoque de crédito bancário de 0,3%.





Além disso, os dados do Banco Central também informam que o crédito com recursos livres deve alcançar um aumento de 6% neste ano. Esse resultado também é negativo, haja vista a última expectativa de crescimento ter sido de 7%. Já em relação ao crédito direcionado, saiba que a expectativa de crescimento é a mesma: 16%. No entanto, é um percentual inferior ao avanço de 19,6% em 2014.

O BC também fez questão de ressaltar que o crédito bancário, em 2015, deve ser puxado pelos bancos públicos. A previsão é de 14% de alta. Já a expansão de crédito pelos bancos privados nacionais passou de 9% para 7%.

Por Bruno Henrique

Crédito bancário



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