Cresceu o número de famílias endividadas no Brasil em 2015



  

As famílias brasileiras estão cada vez mais endividadas. Esta afirmação foi concluída após uma pesquisa feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que todos os meses faz uma pesquisa para avaliar o nível de endividamento das famílias brasileiras.

A Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) realizada todos os meses, constatou que, atualmente, 57,8% das famílias brasileiras estão endividadas no mês de fevereiro de 2015, o que representou uma alta em relação à pesquisa feita no mês de janeiro de 2015, na qual demonstrou um índice de 57,5%.

As dívidas mais relatadas pelos participantes da pesquisa, foram dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros, sendo que, por incrível que possa parecer, houve uma diminuição no endividamento das famílias em comparação ao mesmo período do ano passado, que relatou 62,7% em fevereiro de 2014.

Houve uma diminuição no endividamento, porém, o índice ainda é muito alto e demonstra a gravidade da crise econômica que o país vive.





A pesquisa também revelou a situação das famílias com dívidas ou contas em atraso, sendo que esse índice demonstrou que 17,8% das famílias brasileiras estão com contas atrasadas, sendo que também houve uma queda em comparação a fevereiro de 2014, quando o índice alcançou 19,7%.

Agora, o percentual das famílias super endividadas que perderam o poder de pagar suas próprias dívidas, se tornando inadimplentes, aumentou em relação ao ano passado. Este ano, esse percentual está em 6,4%, sendo que ano passado esse índice estava em 5,9%.

Especialistas afirmam que as famílias acabam comprometendo sua renda com gastos extras, que são comuns em todo início de ano, o que explica o aumento do endividamento nesse período.

Outro fator inerente na pesquisa é a diminuição desses índices. A tendência é de queda, ano a ano, pois as famílias brasileiras estão mais cautelosas na hora de adquirir dívidas, não somente pela alta taxa de juros oferecidas, mas também pelo medo do futuro econômico do país.

Por Rodrigo da Silva Monteiro



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