Grande parte da classe C poupa dinheiro



  

Um estudo feito em parceria entre o Programa de Finanças Práticas Visa Brasil e a Boa Vista SCPC divulgou que quase metade da população brasileira pertencente à classe C procura poupar dinheiro.

A pesquisa foi realizada consultando 1.000 pessoas da classe C em diversos estados, a realização da mesma foi através do ambiente virtual. O resultado indicou que a principal forma de poupar é colocando o dinheiro na poupança, mostrando que as pessoas não estão dispostas a correr riscos oriundos de investimentos em fundos fixos e outras formas de aplicação do capital. 

Como resultado do estudo realizado, foi constatado que 49% das pessoas que estão classificadas como participantes da Classe C nacional poupam o seu dinheiro. Do total de pessoas que informaram que gostam de ter sempre dinheiro guardado, 43% disseram que a principal causa de manter uma reserva de recursos é a preocupação com imprevistos de ordem financeira ou emergências (saúde, educação, entre outras). Outras pessoas afirmam que estão reservando dinheiro para a compra da casa própria (26%). Ainda há quem esteja economizando para o final de sua trajetória laboral marcada pela aposentadoria, uma boa parcela da população busca reter um pouco do ingresso mensal para assegurar uma velhice mais tranquila. A porcentagem menor de poupadores (4%) está fazendo a sua reserva pensando na compra do seu primeiro automóvel.





Um dado interessante foi que do total de pessoas que poupam mais de R$100 (74%), 65% utilizam a poupança, logo, 24% deixam o dinheiro em casa e somente 10% procuram fundos de investimento, CDBs ou aplicar em ações. Esta configuração atual demonstra que o brasileiro está preferindo não "trocar o certo pelo duvidoso". Numa economia que está em retração e com juros bastante altos, as pessoas não estão buscando investir e sim poupar. 

Das pessoas que participaram da pesquisa e indicaram que não poupam valor algum, 30% afirmam que há grande probabilidade de iniciar a sua reserva em breve, 44% disse que a possibilidade não é tão remota.

Por Melina Menezes

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