Economia brasileira não favorece investimentos na Bolsa de Valores



  

Em meio a grande incerteza que será o ano de 2015, haja vista o sobe e desce dos candidatos à Presidência da República, o mercado financeiro brasileiro tem passado por muitas mudanças e dúvidas. Por isso, é muito importante se manter atento na hora de aplicar o seu dinheiro. A Bolsa de Valores de São Paulo, BM&FBovespa, teve um grande destaque em 27 de agosto, pois a mesma chegou aos 61 mil pontos, algo inédito desde janeiro de 2013. Em contrapartida o dólar caiu 0,82% passando para R$ 2,24.

Apesar da grande disparada da Bolsa de Valores de São Paulo os analistas financeiros acreditam que este é um momento de reflexão e muita calma quanto aos investimentos. A grande preocupação é justamente quanto à incerteza do cenário econômico brasileiro nos próximos meses e no próximo ano. O consultor da Corretora DX Investimentos, Ivens Filhos, explicou que essa onda de otimismo pode acabar rápido ou durar muito e essa incógnita é a grande barreira. Vale ressaltar que nos últimos meses a bolsa vem reagindo de forma positiva quando a candidata do PT a reeleição, Dilma Rousseff, tem resultados negativos.

O consultor ainda fez o seguinte comentário: “Esse não é um bom cenário para investir, principalmente para quem não tem experiência. As ações da Petrobras, por exemplo, chegaram a oscilar 7% de um dia para outro”. O principal objetivo do comentário é alertar justamente aqueles que não têm experiência no mercado financeiro e se encontram afobados com esse grande otimismo após a Bolsa de Valores de São Paulo chegar a 61 mil pontos. Ele ainda completou: “Começar a operar na Bolsa em momento de alta não é aconselhável. Pelo contrário, é hora de retirar o dinheiro”.

Apesar das várias incertezas no cenário econômico brasileiro parece que apostar nos papéis de renda fixa é uma opção muito boa. Isso é resultado da taxa básica de juros (Selic) de 11% ao ano nesta área de investimentos. Além disso, outra vantagem muito interessante é que neste tipo de negócio o investidor poderá saber de forma antecipada quanto irá receber. “Até outubro, a volatilidade será muito alta no mercado. Por isso, operações conservadoras são mais aconselháveis, principalmente se há pouco dinheiro envolvido. O ideal é aplicar em títulos de alguma forma atrelados à Selic, mesmo que a tendência da taxa de juros seja de queda (já que a inflação tem cedido)”, explicou René Garcia, que é ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).





Por Bruno Henrique

Investimentos

Foto: Divulgação



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