Dívidas da OGX – Empresa pode entrar com Pedido de Recuperação Judicial



  

Já não é de hoje que a empresa de Eike Batista, a OGX, não vai bem das pernas. As ações despencam desde que foi anunciada que a Bacia de Tubarão Martelo na Bacia Campos iria produzir apenas 5 mil barris de petróleo por dia e não os 20 mil esperados tanto pelos acionistas quanto pelos credores, que são implacáveis quanto aos dividendos da companhia e podem não entrar em acordo para o pagamento das dívidas. E as coisas podem ficar ainda piores, já que se a coisa continuar da forma que está a empresa não terá dinheiro e poderá falir.

Segundo o relatório de reestruturação da empresa, a companhia necessita de US$ 250 milhões até abril do ano que vem para continuar viva. Esses recursos podem vir de um novo empréstimo, investimentos ou aumento de capital. Isso só para manter as atividades da empresa, que deve pagar US$ 89 milhões para credores. O capital da empresa deve aumentar com o início das produções na Bacia de Campos, em novembro, mas só começa a vender petróleo em janeiro de 2014.





Caso as coisas fiquem boas para o lado da OGX, é possível que a empresa consiga fazer um acordo, principalmente com a venda de ativos da OGX no Maranhão. O que ocasionaria um perdão de parte da dívida e converteria o saldo em ações da empresa, totalizando entre 42% e 57% de participação da OGX. Em tese, a solução salvaria a empresa de Eike Batista, que pode até pedir recuperação judicial.

A recuperação funciona assim: a OGX fica impedida de ser processada por seis meses e nesse período mantém suas atividades para que possa saudar suas dívidas. Esse é o último recurso antes da falência se os credores não aceitarem nenhum argumento para a quitação das dívidas da companhia brasileira. Algumas fontes afirmam que a OGX não irá incluir a unidade de gás natural e esta será vendida para outras empresas de Eike.

Por Robson Quirino de Moraes



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