Inadimplência das empresas sobe 1,5% em março



  

Um negócio nem sempre é bem sucedido. Sonhos e idealizações podem se transformar em cinzas caso um planejamento ocorra de forma irregular, além do próprio mercado de atuação de determinado empreendimento, que dita regras tanto explicáveis como inexplicáveis.

A crise financeira do biênio 2008 e 2009 expôs ao mundo o quanto o cenário internacional pode afetar o sucesso de negócios. Entretanto, como para o Brasil os principais efeitos do colapso são praticamente situações do passado, cabe enumerar, aqui, alguns dados da atualidade.

O Indicador de Inadimplência das Empresas divulgado pela Serasa Experian ilustra elevação de 1,5% na inadimplência das empresas entre janeiro e março de 2001. Considerando-se apenas o mês passado, a instituição registra baixa de 0,6% no confronto anual e salto de 16,3% na base comparativa mensal.





Os economistas da Serasa creditam ao resultado o ciclo de alta da taxa básica de juros da economia, a Selic, além da valorização do real e a paulatina recuperação mundial como motivadoras sobre os caixas das empresas (por isso o aumento de 1,5% da inadimplência). Mesmo em meio a esse conjunto de fatores, a atividade econômica no país tem segurado com unhas e dentes a configuração de um cenário pior.

A inadimplência nas micros e pequenas empresas subiu 1,7% entre fevereiro e março, taxa superior à registrada nas médias empresas, que descreveram recuo de 3,0%. Nas grandes empresas o índice ascendeu 1,7%.

Por Luiz Felipe T. Erdei



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