Classes D e E devem puxar consumo do Brasil até 2012



  

Um ditado deve ser salientado sempre que possível por economistas: “Há males que vêm para o bem”. Entre 2008 e 2009, o Brasil e o mundo sofreram com a crise financeira mundial, a mesma que aumentou os índices de desemprego em muitos países e que estancou algumas nações em patamares negativos de desenvolvimento.

Sempre que o colapso desse biênio for citado, invariavelmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe econômica serão citados. O governo fez o possível para conter os principais efeitos da crise com várias medidas estimulantes, entre elas isenções de impostos. Obviamente, não houve somente acertos, mas isso é outra história.

Boas constatações foram possíveis nos últimos meses. As classes sociais menos favorecidas financeiramente puxaram o Brasil a um patamar de crescimento de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O maior poder de renda, a ampla inserção no mercado de trabalho e a confiança são pontos que merecem destaque.

De acordo com o levantamento ‘Mudanças no Mercado Brasileiro 2011’ desenvolvido pela Nielson, o aumento do consumo do país em 2010 adveio em maior gênero e grau das classes C2, D e E. Acompanha esse progresso por elas o interesse por novos serviços e produtos de custos mais elevados.





A Nielsen assoalha que a base da pirâmide social transita mais vezes em pontos de venda, tanto que representa 65% de todo o incremento do consumo no ano passado. A tendência é que, aos poucos, as classes D e E participem ainda mais dessa alta, possivelmente até 2012.

Uma das medidas do novo governo deve ser incentivar o consumo consciente, e não brecá-lo totalmente. Basta crer que a confiança dos consumidores possa manter o Brasil num patamar de elevado crescimento, algo que beneficia a atual e as futuras gerações.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Associação Paulista de Supermercados



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