Paulistas estão mais endividados em 2011



  

Natal e Ano Novo. Duas datas próximas, porém distintas em suas finalidades. A grande diferença entre uma e outra é a compra de presentes para 25 de dezembro, acarretando em grandes despesas para o consumidor – geralmente estendidas nas faturas de cartões de crédito a partir de janeiro seguinte.

Embora especialistas tenham endossado a teoria de contenção de gastos do 13º salário para a quitação de dívidas e ao pagamento de impostos do ano seguinte – IPTU e IPVA –, nem todos seguiram as sugestões. Dados divulgados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) por meio da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) revelam que o nível de endividamento dos residentes na cidade de São Paulo subiu de 45,7% em dezembro para 51,2% em janeiro.

Lares com renda mensal de até dez salários mínimos correspondem, atualmente, a 55% do total do endividamento. Traduzindo o percentual em números, a quantidade de famílias com dívidas avançou para 1,836 milhão neste mês – antes era 1,639 milhão.





Segundo a Fecomercio, o aumento dos índices de endividamento no início de 2011 é reflexo dos níveis de confiança do consumidor em dezembro, bem como a contração de novas dívidas para o Natal e para a virada de ano.

Outro fator constatado pela Fecomercio é de incremento no número de lares com contas atrasadas, avançando de 13% no mês passado para 15% em janeiro. Novamente, revela a federação, as famílias com renda entre um e dez salários mínimos representam o maior índice, de 17%.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Fecomercio



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